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| Quiet Zones: espaços de foco e concentração são a nova tendência nos escritórios corporativos

POSTADO ÀS 10:08 H - 18 ago 2026 - Lançamentos

É inegável a importância da convivência e colaboração nos ambientes corporativos. Após a experiência do home-office impelida pelos anos de isolamento social durante a pandemia de Covid-19, a volta ao trabalho presencial mostrou que a principal motivação dos profissionais para o retorno ao escritório é a colaboração com os colegas, fazendo do espaço corporativo um lugar de conexão, troca e construção coletiva, como revelaram os dados do relatório 2026 Global Workplace & Occupancy Insights, da CBRE

Entretanto, o trabalho híbrido gerou uma nova percepção nos trabalhadores: em casa as pessoas conseguiram organizar seus postos de trabalho de forma a otimizar a produtividade, em locais mais isolados e sem dividir espaço com outros; já no escritório corporativo aberto há a possibilidade da colaboração com os colegas, mas também mais distração e menos privacidade. Mesmo em ambientes empresariais com cabines acústicas e nichos de trabalho individuais envolvidos por três divisórias, ainda não é suficiente: eles apenas funcionam bem para chamadas de vídeo, reuniões individuais ou tarefas que exigem isolamento temporário. Ou seja, para as demandas atuais, não existe um único ambiente capaz de atender todas as demandas da rotina profissional. Embora áreas abertas continuem importantes para reuniões rápidas, integração entre equipes e inovação, boa parte do trabalho ainda acontece de forma individual: é o que mostra uma recente pesquisa da Gensler, empresa global de arquitetura, design, planejamento e consultoria estratégica. Segundo dados do estudo, os profissionais passam, em média, cerca de 35% da semana trabalhando sozinhos, e 73% desse tempo é dedicado a tarefas que exigem alta concentração. 

Esse cenário revela um desafio importante para empresas e arquitetos: criar ambientes capazes de atender tanto aos momentos de interação quanto aos períodos de foco profundo. Partindo dessa necessidade, estão surgindo as quiet zones (ou zonas de concentração), que pretendem oferecer diferentes espaços para diferentes formas de trabalhar nos layouts de ambientes corporativos. O conceito envolve a criação de uma série de ambientes voltados para cada necessidade de concentração, permitindo que o profissional escolha o espaço mais adequado para a atividade que está realizando. Entre as soluções que vêm sendo incorporadas aos escritórios estão diversas modalidades de focus rooms

–  Cabines isoladas, projetadas para o trabalho individual e livres de interrupções;

– Pequenas salas de reunião destinadas a encontros com poucas pessoas ou videoconferências;

Bibliotecas corporativas, onde não são permitidas conversas nem chamadas telefônicas;

Espaços de descompressão silenciosos, que também podem ser utilizados para reflexão ou planejamento;

– Nichos de trabalho distribuídos pelo escritório, oferecendo privacidade sem isolamento completo.

Espaço de trabalho silencioso e moderno com poltronas confortáveis, ideal para Quiet Zones.
Espaço de trabalho silencioso e moderno com poltronas confortáveis, ideal para Quiet Zones.

Essas propostas não pretendem eliminar os ambientes colaborativos, mas ampliar as possibilidades de uso dos escritórios. Além disso, a criação de quiet zones traz diversos benefícios para as empresas, como o aumento de produtividade nas atividades que exigem muita concentração, redução das interrupções causadas pelos ruídos ou estímulos do escritório, maior bem-estar durante a jornada de trabalho, melhoria da qualidade das entregas e o fortalecimento da percepção de que o escritório foi pensado para diferentes perfis e necessidades. Ainda, oferecer espaços adequados para concentração torna os ambientes corporativos mais atrativos em um cenário em que muitos profissionais trabalham em esquema híbrido.

Para criar quiet zones eficientes, não basta apenas um projeto de layout arquitetônico, mas também é preciso pensar no mobiliário mais adequado para as diversas situações. Mesas individuais funcionais, cadeiras ergonômicas, divisórias, painéis acústicos, estantes, sofás de apoio e móveis que favorecem a privacidade visual contribuem para criar ambientes confortáveis e funcionais. Outro aspecto importante é a flexibilidade: espaços que podem ser facilmente reconfigurados ao longo do tempo permitem que o escritório acompanhe as mudanças na forma de trabalhar sem a necessidade de grandes reformas.


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